Religião, desenvolvimento social, econômico e político
Talvez uma das grandes dúvidas e assuntos mal pesquisados (tanto por carência de recursos como por convencimento próprio) é se a religião é necessária para um desenvolvimento social e econômico de um país. Ficava me perguntando se a presença do estado laico se justifica para o bem da sociedade. Isso é: a sociedade laica é melhor ou pior para o desenvolvimento e bem-estar das pessoas que vivem nela? Ou neutra? Talvez a principal razão para o advento da separação entre igreja e estado fosse justamente o aumento das desigualdades, abuso de poder, incompetência administrativa e, principalmente, corrupção, como foi visto durante a Revolução Francesa. Porém, mesmo após a destituição (e decapitação) do Rei Luís XVI (e parte de seu clero), promulgado um estado francês laico e iniciada a República, houve fatos de grande terror e reveses. Em exemplo temos a fase da República Jacobina, a qual iniciou a fase do “Terror Jacobino” que resultou em perseguições, execuções, censura e permitiu a ascensão, em parte, de Napoleão Bonaparte ao poder (e o resto é história). Isso é somente um exemplo de um fato que ocorreu ainda no século XVIII. Mas e nos dias atuais do século XXI?
Primeiramente, não vou comentar se escrituras sagradas levam a um determinado tipo de comportamento, se é ético ou não (isso será em outro post). Vou me abster somente à análise de estatísticas em relação às sociedades: se a sociedade é mais estável, não somente no campo social (violência, equilíbrio social, renda per-capita, etc), mas no econômico (estabilidade e desenvolvimento econômico) e político (democracias plenas, ditaduras, etc.).
A primeira pergunta é: quantas pessoas acreditam numa determinada religião? Temos em mente que no mundo há por volta de 6 bilhões de pessoas. E 78% são crentes de alguma religião (me permitam retirar o Budismo como religião, pois Buda não é um Deus, mas somente uma filosofia) (de acordo com a Adherents, uma espécie de IBGE sobre a religião no mundo). Então temos que por volta de 4,6 bilhões de pessoas acreditam em alguma religião (Figura 1).
Porém isso nos ressalta outra pergunta: onde se localizam essas pessoas? De acordo com o Gallup (outra espécie de IBGE dos EUA que também faz pesquisas pelo mundo), praticamente todos os países subdesenvolvidos (Américas Central e Sul, África e sudeste da Ásia) possuem altos índices da presença da religião no Estado (figura 2)

Figura 2. Importância da religião em diversos países. Quanto mais próximo do vermelho escuro, maior a presença da religião na sociedade. Quanto mais próximo do vermelho claro, menor a presença.
Seria muita ingenuidade minha (e até incompetência) dizer que a religião é um fator que predispõe à pobreza ou à incompetência administrativa de uma nação baseando-se somente em duas análises superficiais. Provavelmente a crença tem se alterado durante as gerações (com a chegada de imigrantes, novos métodos de pensamento e ideologias políticas), resultando na aglomeração daqueles que antes eram mais oprimidos (e, em teoria, mais religiosos) em outros locais. Então, qual a tendência das gerações acreditarem numa determinada religião?
De acordo com um estudo de 2011, a religião pode se tornar extinta em 9 nações. E esses locais provavelmente seriam: Austrália, Áustria, Canadá, República Tcheca, Finlândia, Irlanda (não Irlanda do Norte), Holanda, Nova Zelândia e Suíça. Um dos autores do estudo explica que, em sociedades seculares, “a percepção da utilidade da religião em não afiliados é maior que àqueles que aderem a alguma religião, tendendo, logo, para o desaparecimento da religião.”
Mas considerando isso apenas como uma tendência (palavra que biólogos evolucionistas não se apetecem muito), podemos então dizer que onde há mais liberdades individuais há menor presença da religião (já que a democracia plena é marca desses países)? E a resposta é sim. Se levarmos em conta os países onde há maiores índices de democracia, há menores índices da religião (figura 2). E o inverso também é verdadeiro.
Porém, podemos pensar se vale a pena ter uma nação sob mão-de-ferro baseada na religião conquanto que se tenha menores índices de violência. Então, a falta de democracia e a presença da mão-de-ferro do Estado baseada na religião é necessária para uma sociedade menos violenta?
E a resposta é não. De acordo com o Índice Global de Paz de 2011, países com maiores índices de violência (figura 3) estão localizados, nas Américas Central e Sul, África e Ásia. Mais especificamente, os 6 países menos violentos do mundo tem os menores índices de religião (figura 2-3).

Figura 3. Índice global de paz de acordo com diferentes países. Quanto mais púrpura a cor do país, mais violento. Quanto mais esverdeado, mais pacífico.
Mas outra pergunta surge: mesmo em países violentos de grande presença religiosa há melhor estabilidade social? Isso é, justifica-se um país de alto índice de religião utilizar-se da violência e repressão como arma para uma melhor estabilidade social, como igualdade entre classes?
A resposta é não.
Novamente, de acordo com o Gallup, um alto índice de religião está baseado em uma menor renda per-capta (figura 4) e piores índices de bem-estar social e estabilidade econômica (figuras 5 e 6).

Figura 4. Importância da religião no cotidiano da vida dos entrevistados em relação às suas rendas per-captas

Figura 6. Relação entre estabilidade econômica e ausência de violência em relação ao bem-estar proporcionado em diferentes países
Então podemos ligar a presença da religião da sociedade como indicador de pobreza mundial?
E a resposta é sim (tabela 1). Quanto mais pobre o país, mais importante a religião na vida do indivíduo. Quanto mais desenvolvido o país, menos importante é a religião para sua vida. Para uma lista completa da presençaa religião por país, clique aqui

Tabela 1. Importância da religião na vida cotidiana de pessoas pesquisadas nos países mais subdesenvolvidos (esquerda) em relação aos mais desenvolvidos (direita)
Porém, observamos que existem exceções (como os EUA: altos índices de desenvolvimento social e altos índices da religião, ou a Rússia: baixos índices de religião e baixo índice de democracia). Se há algumas contradições, devemos então nos submeter a um rigor mais científico para provar a verdade. Em um artigo de 2005, Gregory Paul, da Universidade de Baltimore, mostrou que quanto mais secular a sociedade menor o índice de disfunção social. Ele levou em conta diversos parâmetros, desde a taxa de suicídios até a porcentagem de contaminação por gonorréia em jovens. Apesar do estudo ser baseado exclusivamente em países desenvolvidos (exceto Portugal), nos dá uma noção do que seria para os países subdesenvolvidos (Figuras 7) baseando-se nos gráficos aqui demonstrados (coloquei somente alguns gráficos mais importantes desse artigo, o restante poderá ser encontrado no artigo em si).
Legendas: A = Austrália; C = Canadá; D = Dinamarca; E = Grã Bretanha; F = França; G = Alemanha; H = Holanda; I = Irlanda; J = Japão; L = Suíça; N = Noruega; P = Portugal; R = Áustria; S = Espanha; T = Itália; U = Estados Unidos da América; W = Suécia; Z = Nova Zelândia.

Expectativa de vida como função de taxas percentuais entre crentes praticantes e não praticantes e ateístas

Taxa de suicídio entre 15-24 por 100.000 pessoas como função de taxas percentuais entre crentes praticantes e não praticantes e ateístas

Taxa de homicídios por 100.000 pessoas como função de taxas percentuais entre crentes praticantes e não praticantes e ateístas
Taxa de mortalidade abaixo dos 5 anos de idade por 100.000 nascimentos como função de taxas percentuais entre crentes praticantes e não praticantes e ateístas
Relação entre nascimentos e gravidez em jovens de 15-17 anos como função de taxas percentuais entre crentes praticantes e não praticantes e ateístas

Relação entre a ocorrência de gonorréia em jovens de 15-19 anos por 100.000 pessoas como função de taxas percentuais entre crentes praticantes e não praticantes e ateístas
Em conclusão: a religião é necessária para o desenvolvimento social, econômico e político?
A resposta é não. A religião pode ter sido necessária para a união de pessoas (e sociedades) de mesma crença, formando nações e perpetuando suas idéias ao longo de tempos pré-democracia. Porém, à medida que se avança rumo à uma sociedade mais democratizada e secular, com maiores índices educacionais, econômicos e sociais, a religião passa a ser supérflua. Isso é, a sociedade pode se desenvolver plenamente sem a presença da religião (em contrário àqueles países de alta presença), logo, de um Deus. Podemos ser mal agradecidos ou não à religião (ou à Deus), porém, aparentemente serviu apenas como meio de integração social, mas não como instituição ética e moral para a melhoria (e manutenção) de uma sociedade voltada ao bem-estar de seu povo. Aqui, pelos dados, se vê que o bem-estar social (e do indivíduo) é melhor proporcionado quanto menor a presença da religião.
Publicado em 09/06/2011, em ciências humanas, controle populacional, políticas baseadas em evidências, racionalismo, Religião, Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 12 Comentários.






Belo post. Mostrou o fato sem unilateralismo, preconceitos ou grosserias, além do bocado de evidências estatísticas, que dão credibilidade essencial às proposições. Gostei muito.
“Isso é, a sociedade pode se desenvolver plenamente sem a presença da religião (em contrário àqueles países de alta presença), logo, de um Deus.”
Mas existem muitas pessoas que acreditam em Deus, ainda que não possuam religião alguma, inclusive nesses países pesquisados. O fato de se relacionar religião com subdesenvolvimento não necessariamente relaciona a crença em Deus com subdesenvolvimento.
Peri:
Informe os dados estatísticos das “muitas pessoas que acreditam em Deus, ainda que não possuam religião alguma” e “O fato de se relacionar religião com subdesenvolvimento não necessariamente relaciona a crença em Deus com subdesenvolvimento.”
Sem dados estatísticos, não poderemos tomar afirmativas corretas (ficaríamos somente da suposição, na hipótese, nunca na conclusão).
Mas obrigado pelo comentário
E, sem mais dados estatísticos, não podemos refinar os argumentos que validam as afirmações feitas tanto no post, quanto por Peri. Este só deixou claro que ainda faltam dados, os quais deveriam também ser pesquisados e analisados.
Acho que a preocupação maior deveria ser em tomar a proposição de Peri como uma possibilidade de investigação, já que ela existe e pode ser verdadeira, ao invés de tentar esquecê-la e ficar citando os defeitos de sua construção.
Eu consigo perceber que os dados apresentados evidenciam que a religião é desnecessária para o desenvolvimento saudável de uma sociedade, mas não necessariamente que ela seja prejudicial a uma sociedade. Ou seja, nem a religião e nem a crença em Deus estão sendo relacionadas com subdesenvolvimento. Afinal, este pode ser causado por muitos fatores de grande impacto social, como o sistema monetário, o sistema capitalista industrial, a existência de governos corruptos (ou simplesmente a existência de um estado) e sociedades que autoperpetuam a corrupção, num ciclo vicioso. Enfim, existem n fatores que podem estar relacionados à inércia social e, portanto, também devem ser investigados.
Uma outra coisa que podemos tirar dos dados é que a religião, seja ela prejudicial ou não ao desenvolvimento das sociedades, pode ser uma consequência do subdesenvolvimento, e não necessariamente uma das causas do subdesenvolvimento.
Eu, particularmente, acredito que a religião está seriamente relacionada ao subdesenvolvimento, no entanto, não possuo dados quali ou quantitativos que comprovem isto. Agora, como Peri disse, a crença em algum tipo de Deus, independente da religião, talvez seja outra história, que precise ser analisada com mais cuidado.
“Acho que a preocupação maior deveria ser em tomar a proposição de Peri como uma possibilidade de investigação, já que ela existe e pode ser verdadeira, ao invés de tentar esquecê-la e ficar citando os defeitos de sua construção.”
O que “pode” ser verdadeiro nem sempre é, por isso as análises são importantíssimas. E se há possibilidade de investigação, que mostre os dados contra os dados mostrados nesse post. Não posso argumentar contra algo que não tenha passado por crivo científico, pois, além de perder credibilidade, saímos do mundo real no mundo do provável. O post aqui se baseou em evidências, então se há algum argumento, que seja baseado em evidências. Opiniões pessoais não mudam a sociedade nem o bem-estar do cidadão.
“Eu consigo perceber que os dados apresentados evidenciam que a religião é desnecessária para o desenvolvimento saudável de uma sociedade, mas não necessariamente que ela seja prejudicial a uma sociedade.”
Se você analisar bem os dados, verá que os países que tem maior presença de religião são aqueles com menores índices de democracia, menores rendas per capitas e maiores índices de violência. Além, o estudo do Gregory Paul afirma (por meio de evidências) que quanto maior a crença em Deus e na palavra da bíblia, há piores índices de quantidades de abortos até infecção por gonorréia. Então, a religião serviria como um “cabresto”, pois impede que novas idéias surjam e se desenvolvam na sociedade por medo de uma provável “punição divina”. Algo que Foulcault descreveu em “Vigiar e Punir”. Os dados estão claros e indicam que a presença da religião é maléfica para o desenvolvimento da sociedade (e não desnecessária), assim como para o bem estar do indivíduo.
“Afinal, este pode ser causado por muitos fatores de grande impacto social, como o sistema monetário, o sistema capitalista industrial, a existência de governos corruptos (ou simplesmente a existência de um estado) e sociedades que autoperpetuam a corrupção, num ciclo vicioso.”
Se você analisar os dados novamente, verá que piores índices de estabilidade econômica (sistema monetário-financeiro) estão relacionados à maior religiosidade da população de um país. A presença da corrupção está relacionado diretamente à presença da religião num país (bit.ly/cNpOT7), porém há as ressalvas dos países em ditadura (aliás, quanto mais teocrático o país, pior a corrupção). O “sistema capitalista industrial” está envolvido com o significado de “países subdesenvolvidos”, pois um país mais agrário é menos industrial e, logo, mais pobre e dependente do mundo externo. Logo, está relacionado diretamente à estabilidade econômica, daí voltamos para a parte religiosa.
“Uma outra coisa que podemos tirar dos dados é que a religião, seja ela prejudicial ou não ao desenvolvimento das sociedades, pode ser uma consequência do subdesenvolvimento, e não necessariamente uma das causas do subdesenvolvimento.”
Seria um círculo vicioso discutirmos isso, mas o importante é que a religião está envolvida DIRETAMENTE com a presença de piores índices de desenvolvimento nos países. Seja causa ou consequência, a religião em si é prejudicial à sociedade
“Agora, como Peri disse, a crença em algum tipo de Deus, independente da religião, talvez seja outra história, que precise ser analisada com mais cuidado.”
Se analisarmos últimos dados do artigo do Gregory Paul, veremos que quanto maior a crença em deus, piores são os índices de bem-estar social (abortos, gonorréia, suicídios, etc), em países onde a presença da religião é baixa (os ditos países desenvolvidos).
“E se há possibilidade de investigação, que mostre os dados contra os dados mostrados nesse post.”
A princípio, não é meu intuito contrariar os dados do post, mas simplesmente me aproximar dos fatos. E se há possibilidade de investigação, que seja investigado. Foi o que eu quis dizer. Pois, assim, o post ficaria mais completo, independente se este dado fosse de acordo ou contrário às proposições do texto. Se o dado ainda não foi obtido, tudo bem, deixa pra próxima…
“Os dados estão claros e indicam que a presença da religião é maléfica para o desenvolvimento da sociedade (e não desnecessária), assim como para o bem estar do indivíduo.”
Como eu disse anteriormente, de acordo com os dados apresentados, a religião pode ser simplesmente uma causa do sistema, assim como todas as coisas ruins citadas. Talvez seja algum problema em meu raciocínio, mas eu de fato não consigo perceber que estes dados comprovam a sua proposição.
“Se analisarmos últimos dados do artigo do Gregory Paul, veremos que quanto maior a crença em deus, piores são os índices de bem-estar social (abortos, gonorréia, suicídios, etc), em países onde a presença da religião é baixa (os ditos países desenvolvidos).”
Aí que tá. A quais concepções de Deus a pesquisa se refere? Será que concepções diferentes levariam aos mesmos resultados?
Como primeira análise, está brilhante. Riqueza de informações nos gráficos, diferentes questionamentos, muito bom. Como dito, tirar conclusões agora seria prematuro. É uma hipótese interessantíssima que ganharia muito ao separar na quantificação as informações referentes ao credo de maior índice em cada país. É interessante como algumas religiões orientais tem uma tendência ao internalismo e, com isso, foco em auto-conhecimento. Como o cristianismo europeu é voltado ao sofrimento e resignação. Uma sugestão para uma outra hipótese a ser estudada é o apelo que cada religião tem para um povo considerando o sofrimento (segurança, necessidades básicas, crescimento profissional, etc), que um dado povo experimenta no seu dia-a-dia.
Também encontro uma certa carência na apresentação de índices de violência e desenvolvimento social em diferentes culturas com grande índice de prática religiosa em credos monoteístas e politeístas.
Esses novos questionamentos são apenas o resultado de sua excelente explanação, está de parabens.
Poxa, agradeço a todos pelas indicações e possíveis erros. Estou preparando umas coisas aqui e assim que possível vou postar o Religião, desenvolvimento econômico, político e social 2.0
Mas continuem postando!!! Eu também dependo disso prá correr atrás dos dados.
Gabriel Bassi : como dados estatísticos nas mãos de pessoas não habilitadas acabam por enganar redondamente essas pessoas! E êsses dados enganam mais precisamente quando a análise se dá pelos efeitos e não pelas causas – ou seja, a análise está diretamente voltada para o final e não para o início! A pergunta obvia é : por que o desenvolvimento econômico-social se deu bàsicamente nos países cristãos, e não naquêles onde grassam outras religiões e crenças? A resposta é : porque nos países cristãos, desde a Idade Média principalmente, aconteceu a evolução cultural e social, via Universidades, Bibliotecas, Hospitais, e demais Instituições Assistenciais! E tudo se acelerou pela invenção da Imprensa! E apesar das Invasões Islâmicas, Magiares e Nórdicas (vikings), que assolaram a Europa Ocidental, o desenvolvimento foi implantado! Ainda na Idade Média, via cidades-estado italianas (Florença, Gênova, Veneza, etc) e dos países-baixos (ex: Antuérpia), aconteceram as primeiras navegações comerciais, dando impulso ao Setor Financeiro, que atingiram seu clímax por ocasião das grandes navegações ibéricas, que culminaram com as grandes descobertas nos continentes americano e africano! E não se esqueça: foi a religião o estímulo e alicerce de todas essas descobertas! Se voce quiser pesquisar mais, leia THOMAS E. WOODS, historiador, PHD, Universidade de Harvard, que entre tantas obras escreveu esta, “COMO A IGREJA CATÓLICA CONSTRUIU A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL”, onde êle enfatiza a Idade Média, e portanto o Cristianismo, já que não havia na época Igrejas reformadas! É muito fácil olhar o exterior de obras monumentais e não considerar suas fundações! Todos aquêles dados que você elencou, mesmo que sejam reais, são apenas uma parte ou um lado da realidade! Espero que você leia êsse livro, bem como as matérias constantes dêste blog : FRANCISCO RAZZO, onde há diversos debates entre Ateus convictos e Apologistas Cristãos, nos quais êsses ateus renitentes sempre APANHAM -como sói poderia acontecer!
Também, apreciaria retôrno sôbre este meu comentário! Cordiais saudações
Caro J.C. Carmargo
O comentário possui muitas falácias.
Como dados estatísticos nas mãos de pessoas não habilitadas acabam por enganar redondamente essas pessoas! E êsses dados enganam mais precisamente quando a análise se dá pelos efeitos e não pelas causas – ou seja, a análise está diretamente voltada para o final e não para o início!
Falacia ad hominen. Os dados são reais e verídicos. A interpretação cada um pode ter, mas a conclusão vai ser sempre a mesma. E a conclusão está no final do artigo. Não nego que a religião tenha sido benéfica à sociedade. Ela pode ter servido para moldar uma sociedade moderna, mas à medida que a população se torna mais intelectualizada (o que, de acordo com os dados, proporciona estabilidade econômica, política e social) a religião se torna superflua. A religião teve um papel fundamental na sociedade, sem dúvidas, mas resta saber se ela ainda é necessaria para o bom funcionamento social.
Por que o desenvolvimento econômico-social se deu bàsicamente nos países cristãos, e não naquêles onde grassam outras religiões e crenças?
Respondo com outra pergunta: A religião é necessaria atualmente para o bom funcionamento econômico, político e social de uma sociedade? E volto ao questionamento da minha resposta anterior
Agora outra pergunta, e as invenções que levaram à imprensa? O papel foi inventado na China. A pólvora e a bússola para as conquistas e cruzadas foi inventada na China. A numeração que conhecemos hoje foi inventada pelos árabes, etc. Muitas das invenções ocidentais, cristãs ou não, direta ou indiretamente tiveram a influencia de outras civilizações que não a própria ocidental. Logo, o desenvolvimento social não se deu unica e exclusivamente pelos cristãos.
E não se esqueça: foi a religião o estímulo e alicerce de todas essas descobertas! Se voce quiser pesquisar mais, leia THOMAS E. WOODS
Pessoalmente dei uma visualizada rápida no livro do Woods, mas ele carece por se focar somente na civilização ocidental. Dizer que o cristianismo é o motor fundamental da sociedade moderna é tão errado quanto falar que Hiltler teria ganho a 2ª Guerra Mundial se não invadisse a Russia. As civilizações orientais e ateístas tiveram tanta importancia no avanço científico quanto as religiosas e ocidentais. Falacia ad populum
Quanto ao blog do Razzo, dei uma olhada e o problema central é que só se baseia em fiolosofias e ideologias. Ignora a presença de dados estatísticos e pesquisas científicas. Eu li as críticas que ele fez em relação a esse post. E só se preocupou em atacar as MINHAS opiniões que os dados em si, o que empobreceu grandemente as conclusões. Esperava mais dele. Ficar filosofando para saber se a religião é boa ou não, para mim, é ignorancia intelectual. Toda a conclusão desse tipo de assunto deve ser baseada em evidências, pois removemos filosofias inúteis das discussões e damos abertura para o surgimento de novos tipos de pensamento. A filosofia em si deve sempre andar junto ao racionalismo científico pra melhorar a própria filosofia (que será aplicada) numa determinada sociedade. E o Razzo aparentemente prefere filosofar e aplicar seus métodos somente nos livros, tanto que não chega a lugar algum (e se chega, não temos certeza se os dados estatísticos concordam com o pensamento).
Mas obrigado J.C. Carmago. Os dados estatísticos são verídicos. Gostaria que você fizesse críticas aos dados. Atacar opiniões pessoais para tentar rebaixá-la é uma falacia ad hominem muito utilizada. Ataque o argumento, não a pessoa.
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