Testes de QI medem a motivação, não somente a inteligência

Testes de inteligência são mais uma medida da motivação na medida que são feitas para a habilidades mentais, diz pesquisa dos EUA.

Pesquisadores da Pensilvânia mostraram que altas pontuações no QI requer tanto alta inteligência como alta motivação, porém baixas pontuações no QI podem ser o resultado da carência de ambos fatores.

Incentivos dados aos participantes aumentaram as pontuações do QI por uma margem considerável.

O estudo foi publicado na revista PNAS primeiramente analisou estudos anteriores de como os incentivos materiais afetam o desempenho de mais de 2000 pessoas em testes de inteligência.

Os pesquisadores a Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, mostraram que os incentivos aumentam todas as pontuações do QI, exceto para aqueles indivíduos com baixas pontuações basais do QI.

Então os pesquisadores testaram como a motivação influenciava os resultados dos testes de QI, e também em predições de inteligência e desempenho mais tarde na vida.

Utilizando-se de dados de um estudo de longo prazo de 250 rapazes, desde a adolescência até o início da vida adulta, os cientistas puderam concluir que alguns indivíduos se esforçam mais que outros em condições onde os incentivos são menos significativos.

Logo, o estudo diz, “basear-se nas pontuações do QI como medidas de inteligência pode causar uma superestimação da validade preditiva da inteligência.”

Ter uma alta pontuação num teste de QI necessita ter tanto uma alta inteligência como tendências competitivas para motivar o aplicante para desempenhar o melhor de suas habilidades.

Dr. James Thompson, professor honorário sênior em psicologia da University College de Londres, diz que sempre se soube que os testes de QI são uma combinação da habilidade inata e outras variáveis.

“A vida é um teste de QI e um teste de personalidade, e o resultado do QI contém elementos de ambos (mas principalmente inteligência).

“Se o teste de QI não motivar alguém, então se torna um bom preditor em si.”

NT: Agora pensem naqueles super inteligentes (síndrome de Savage ou o Sheldon do seriado Big Bang Theory) que possuem dificuldade de se comunicar na sociedade ordinária. Podem ter alto QI, mas seu comportamente frente à sociedade é inadequado.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/news/health-13156817

Sobre Gabriel Bassi

Natural de São Paulo, Capital. Formado em Fisioterapia pela USP de Ribeirão Preto, faz mestrado em Psicobiologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Faz pesquisas nas áreas de neurologia, imunologia e comportamento animal. Tem interesses (extra-acadêmicos) em pesquisas sobre a evolução cultural, econômica e social de distintos aspectos da religião e da religiosidade nas sociedades.

Publicado em 13/09/2011, em ciências humanas. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. O artigo é interessante e ressalta o problema da definição de inteligência. Não existe uma definição que satisfaça todos os gostos/teorias/possibilidades, e penso que este termo deva ser revisto na psicologia; até mesmo julgo relevante uma substituição por outro operacionalmente mais interessante (como por exemplo, habilidade matemática ou habilidade verbal escrita).

    Um bom teste deve separar, na medida do possível, aquilo que ele está testando daquilo que não está testando. Embora óbvio, quando falamos de comportamento isso não é tão simples, e exige alguns artifícios engenhosos na construção dos testes. O artigo denuncia que testes de inteligência podem aferir não somente a inteligência, mas outros fatores psicológicos associados. Se for este mesmo o caso, a ser comprovado por outros estudos, temos mais um argumento para rever o conceito de inteligência com mais acurácia. E creio que o conceito de personalidade é passível da mesma crítica (o que é mesmo personalidade?).

    Acho relevante apontar aqui o que é o quociente de inteligência (QI): como quociente, é o produto da idade mental divida pela idade cronológica multiplicado por cem, como segue: QI = (IM / IC)*100, onde a IM é indicado pelo escore do teste.

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