Arquivo mensal: dezembro 2011

Altruísmo, ratos ateus e o silogismo religioso

Um estudo interessantíssimo saiu na revista Science, intitulado “Empatia e Comportamento Pró-Social em Ratos“, chamou bastante a minha atenção (e de outros meio de comunicação). Para alguém que trabalha com etologia, o título até chama a atenção, mas chama mais a atenção por ser um estudo sobre comportamento de mamíferos não primatas numa revista de alto impacto (o que, convenhamos, é relativamente raro hoje em dia).

Os autores elegantemente formularam um experimento relativamente simples, curto e incisivo (bem ao estilo da Lâmina de Ocam) sobre (em linhas gerais) a empatia entre ratos.

Até o momento pensamos que todo o tipo de comportamento (até em humanos) seria efetuado na expectativa de uma recompensa. E por mais que alguém fale: “Seres humanos são altruístas, muitas vezes fazemos o bem em troca de nada!“, o caminho é mais complicado. Por mais que nos esforcemos para fazer o bem ao próximo sem requerer qualquer recompensa para isso (como dinheiro ou status), temos de pensar antes que nós já criamos a nossa própria recompensa. E ela se chama dopamina, e é liberada em centros de prazer do encéfalo, especialmente o núcleo acumbente (uma estrutura clássica para o estudo de drogas de abuso e recompensas) (Wise, 2008).

E é essa a resposta final do tal “altruísmo”: nos sentimos bem em ajudar o próximo sem recompensa em troca, mas esse “sentir bem” já é a dopamina agindo no núcleo acumbente, logo, ninguém é altruísta. Tudo o que buscamos no final das contas é um pouco de dopamina no núcleo acumbente para que reforcemos um determinado comportamento (ex: altruísmo). Se soubéssemos isso antes da época de Jesus e Maomé, com certeza os textos religiosos de hoje teriam outra ênfase (falaciosa).

Mais além de Pavlov

E o artigo em questão vai mais profundamente nesse aspecto do “recompensa pelo prazer”.

Ratos foram alojados em pares 2 semanas antes do início dos testes. E então um dos animais foi contido dentro de um cilindro de acrílico transparente cuja porta poderia ser aberta facilmente somente pelo parceiro livre. E, sem novidades, o rato livre consegue libertar seu companheiro do cilindro. Porém, à medida que o teste se repete, o rato livre liberta o companheiro num período de tempo cada vez mais curto, evidenciando aprendizado. Até o momento poderíamos supor que há o efeito “dopamina” acima descrito, pois a presença do companheiro nas atividades sociais dos ratos (limpeza de pelos mutua, brincadeiras, etc), poderia ser um reforçador para que o rato livre libertasse seu companheiro.

Um rato “altruísta” aprende a abrir a porta do contentor

Porém os autores testaram o valor da recompensa em libertar o companheiro, isso é, quão importante é o valor físico e psicológico do companheiro. E os pesquisadores deram 2 opções ao rato livre: Cilindro fechado contendo 5 pedaços de chocolate (que são extremamente pataláveis aos ratos) e outro cilindro fechado com o companheiro (experimento chocolate-parceiro). Como controle, num outro experimento com outros ratos, um dos contentores estava vazio enquanto o outro tinha chocolate (experimento chocolate-vazio).

No experimento chocolate-parceiro não houve diferença no tempo de abertura da porta para os dois contentores, enquanto no experimento chocolate-vazio o rato abriu o contentor com chocolate num tempo muito menor que para o contentor vazio. Isso significa que libertar o companheiro preso tem um valor igual ao de comer algo extremamente recompensandor (chocolate). Aqui vale lembrar que dependendo da “intensidade” do sabor doce, o sabor doce em si pode ter um efeito recompensador tão grande quanto à da cocaína (Lenoir e cols., 2007). Logo, pode-se supor que a libertação do companheiro (o altruísmo) tem um efeito recompensador no final das contas, mesmo que seja em nível molecular.

Além disso, o mais intrigante é que após libertar o companheiro, 52% dos libertadores dividiram o chocolate com o companheiro nos primeiros dias de teste, com essa porcentagem passando para 61% nos dias 6 a 12.

No vídeo da esquerda, temos o contentor com um pedaço de algodão, no vídeo central um contentor vazio, e à direita o contentor com o parceiro preso. Repare na movimentação do rato livre em torno do contentor e do centro da arena para encontrar um meio de libertar o parceiro, o que não ocorre nos outros testes.

Isso significa um potencial “altruísmo” evolutivo em animais. Como a própria autora escreve na discussão

Nosso estudo mostra que os ratos se comportam pró-socialmente quando percebem um estresse de restrição psicológico não-doloroso que é experimentado por um coespecífico, agindo de modo a terminar esse estresse por meio de ações deliberativas. (…) Além disso, esse comportamento ocorreu na ausencia de treinamento ou recompensa social, e até mesmo quando em competição com um alimenta altamente palatável.

Comportamentos similares foram observados em símios, e a grande diferença aqui é que os ratos podem ser utilizado em larga escala em estudos em laboratório para investigar as estruturas que modulam a empatia e o altruísmo. E isso vai mais além de uma simples “dopamina no acumbente”.

Altruísmo tem manual de instruções?

E aqui vai um pensamento mais aprofundado sobre o assunto. Ratos em si são seres sociais, cooperativos e interativos, porém não possuem religião nem um Deus para o qual devem prestar contas. E isso vai contra argumento de teístas no qual a religião se desenvolveu como um meio cooperativo e altruístico entre as pessoas. Para os teístas, a religião seria uma adaptação evolutiva, pois cria ou potencializa a empatia e a pró-socialidade.

Porém esses mesmos teístas ignoram o fato que a empatia, a cooperação e o altruísmo são inatos na natureza. Esse tipo de comportamento é aparentemente muito mais antigo do que se imaginava, retomando períodos antes dos mamíferos e pássaros (1,2,3). Portanto, a religião não é a causa para o aparecimento desse tipo de comportamento em humanos.

E curiosamente esses experimentos podem rebater 2 afirmações comumente utilizadas por religiosos para apoiar que a religião é necessario para uma “harmonia social”

1) A religião faz com que as pessoas fiquem mais sociáveis e cooperativas entre si, proporcionando um melhor relacionamento social entre os indivíduos. Se a religião não tivesse esse propósito (seja direto ou indireto) na sociedade, não teríamos motivo para que as pessoas acreditassem nela.

Isso é uma falacia, pois uma “religião moral e ética” surgiu mais recentemente, ligando as crenças sobrenaturais a comportamentos “socialmente corretos”. Religiões mais antigas que as ditas “modernas” (cristianismo, islamismo, etc) surgiram provavelmente no período paleolítico, muitas vezes envolvendo o shamanismo e como meio de explicação de eventos “sobrenaturais” (ex: raios, nascimento do Sol, etc), mas não havia uma regra de condutas sociais a serem seguidas para se atingir o “paraíso” ou hipóteses para manter a sociedade estável, tanto porque naquela época não havia algo como uma “sociedade” ou o pensamento do “pós-morte” (Rossano). E mesmo assim, uma sociedade mais religiosa não significa uma sociedade mais estável, como postei anteriormente.

2) A religião traz maior coesão entre os grupos humanos, dando-lhes uma vantagem competitiva sobre outros grupos (não religiosos ou de outras religiões com regras de condutas sociais diferentes), formando grupos maiores que eliminariam grupos menores e menos organizados.

Isso pode ser verdade para as religiões atuais (cristianismo, islamismo, espiritismo, etc), porém não existe qualquer evidencia de uma aumento na quantidade de grupos de humanos devido a uma religião específica em tempos posteriores ao neolítico. O aumento no número de conglomerados humanos ocorreu a partir do momento em que os humanos deixaram de ser caçadores-coletores para serem domesticadores de animais e plantas. Com a formação de conglomerados humanos, também houve desenvolvimento e especialização das religiões em si, as quais provavelmente absorveram as condutas sociais locais em seus dogmas (Rossano, 2010).

Não posso negar o papel fundamental da religião em unir pessoas no mundo atual. Aliás, não nego nem a sua força em sincronizar determinados comportamentos num grande grupo de pessoas. Para mim isso é fenomenal. Mas não podemos omitir que alguns comportamentos são inatos não somente nos seres humanos, mas em outros seres mais primitivos. E se o altruísmo e a empatia possuem raízes mais antigas que imaginávamos, sua manutenção ao longo da evolução nos diz que possui uma vantagem maior sobre aqueles que não as tem. E foi exatamente isso que os antigos escritores de livros religiosos devem ter percebido (mesmo que indiretamente). Afinal de contas, Maomé, o apóstolo Pedro e Moisés eram, querendo ou não, observadores perspicazes.

Espiritismo no Brasil e a Dissonância Cognitiva

Traduzido da Revista Skeptical Inquirer

Na Europa continental e particularmente no Brasil, um braço do espiritualismo denominado espiritismo se desenvolve e evolui numa nova religião.

Todos já vimos as antigas imagens vitorianas sobre fantasmas em lençóis brancos e em fotos desagradavelmente mal feitas de espíritos criados a partir de dupla exposição, principalmente resultado do movimento espiritualista no Reino Unido e nos Estados Unidos. O movimento atingiu seu auge no final do século XIX, sendo considerado um modismo dos dias atuais quase um século depois.

Porém, em alguns países, especialmente na Europa continental e particularmente no Brasil, um braço do espiritualismo denominado espiritismo ainda é muito significativo e continua evoluindo, fazendo-o um exemplo formidável do desenvolvimento de uma nova religião. Seus seguidores irão logo enfatizar a distinção entre a visão mais ampla do espiritualismo e do espiritismo, o qual foi fundado por um francês chamado Hypolite Rivail (1804-1869) sob o pseudônimo de “Allan Kardec.” Esse modismo, ou falácia, vem sendo promovido em nome da ciência.


Chico Xavier

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o qual conduz os censos oficiais, o Brasil possui o maior número de espiritistas no mundo: por volta de 2,3 milhões de seguidores, quase 1,3% da população total, e o terceiro maior grupo religioso, atrás somente dos católicos e evangélicos (1)

Todos esses três grupos são cristãos. Os espiritistas brasileiros dão especial ênfase para “O Evangelho Segundo o Espiritismo.” O líder mais importante desse movimento no Brasil, Francisco “Chico” Xavier (1910-2002), é nosso maior foco de interesse aqui, pois simboliza o espiritismo brasileiro.

Chico Xavier é considerado um médium. Porém sua maior forma de mediunidade é a “psicografia”, isso é, a escrita automática pela qual ele afirmava contactar pessoas mortas por meio de cartas “escritas” pelo morto, e também por meio de livros “escritos” por autores famosos já falecidos.

Vendendo esses livros “psicografados”, os quais Xavier escreveu por volta de 400, o movimento conseguiu florescer e promover trabalhos de caridade num loop auto-alimentado onde cada elo reforça o outro, tendo-se Xavier em seu topo. Obviamente não era nenhum Saxy Sadie, mas, mesmo em vida, Xavier vivia modestamente e nunca se casou, sendo adorado como um tipo de santo ascético. Não há evidências de que sua imagem divulgada por seus seguidores não fosse verdadeira. Quase uma década após sua morte, e no centenário de seu nascimento, sua vida foi dramatizada e divulgada em filme (2), é quase impensável questionar a pessoa pública de Xavier.

Mas uma análise crítica dos poderes paranormais de Chico Xavier rapidamente revela sua maior falha. Fiquei surpreso. Até o momento em que me aprofundei na pesquisa, sempre assumi que as afirmações de Xavier tinham algo de verdadeiro. Se não eram um fenômeno paranormal autêntico, pensei que ao menos se chegaria a algo insolucionado ou intrigante. Mas não foi o caso.


“Odorização”

Um amigo íntimo, Vitor Moura Visoni (3), procurou encontrar um dos maiores e mais íntimos afiliados de Xavier, Waldo Vieira, para verificar se Xavier promovia eventos fraudulentos. Vieira deveria saber disso, pois estava com Xavier.

“Trabalhadores do Centro Espírita faziam fila para conseguir detalhes de falecidos ou se utilizavam de histórias contadas pelos parentes nas cartas onde pediam por um encontro. As mensagens de Chico tinham essa informação”, Vieira revelou. Isso poderia explicar as cartas “psicografadas” com detalhes que “somente os mortos sabiam”. Mais que uma simples “leitura fria”, era justamente um falsificação legítima. Havia outras falsificações, de acordo com Vieira.

“Vi que [Chico Xavier] estava conduzindo algumas sessões espíritas nas quais eu não era participante … onde algumas pessoas às vezes relatavam sobre os perfumes de Scheila [o espírito] … [Então] um dia … ele foi colocar algo no correio, … fui até seu quarto, o qual estava com a porta aberta, pretendendo fechá-la. Quando cheguei lá, vi um saco cheio de frascos… Ele usou os perfumes… e eram de rosas … [Perguntei— o sobre isso] então Chico começou a chorar na minha frente.”

O uso de odores supostamente de origem sobrenatural é um truque espiritualístico comum. Tanto que o líder espiritista e mais destacado “médium” do Brasil o utilizou, de acordo com um de seus afiliados mais íntimos, é algo bastante revelador.

Mas nada ganha do caso de Otília Diogo.


Irmã Josefa

Olhe essa foto. É parte de um show de comédias? Pode ser engraçada, mas intencionalmente não é. A foto foi tirada em 1964, e o homem sorridente de óculos de sol é o próprio Chico Xavier. A pessoa coberta pelo lençol branco é a médium Otília Diogo, ou como os espiritistas acreditam, a “materialização” do espírito de Josefa em ectoplasma. Graças à mediunidade de Otília Diogo, é claro.

Outras fotos claramente mostram a médium atrás do véu, e, de fato, o véu possui uma parte retangular semi-transparente para permitir que Otília pudesse enxergar. A suposta materialização ectoplásmica pode ser tocada e também segurar uma bíblia. Isso é realmente muito material. E até mesmo os crentes noticiaram como a médium, Otília, possuía uma similaridade marcante com a face do espírito (abaixo).

E assim acreditaram. E ainda acreditam nisso. Xavier estava lá e enfaticamente afirmou que a materialização era real e autêntica. Mas o caso logo se tornou uma grande confusão.

As fotos foram tiradas pela revista Cruzeiro, a qual possuía a principal prioridade de vender mais revistas. Primeiro promover e então expor a fraude serviu como uma luva. Após publicar primeiramente um artigo no qual questionavam se as “materializações de Uberaba” eram reais e abertas a interpretações, procederam então para expor a fraude que ajudaram a promover.


Pegos no ato!

E então expuseram. Com fotos claras fica óbvio que a “materialização” é simplesmente a médium Otília em lençóis. Os crentes até mesmo afirmavam que o espírito atravessava barras de aço sólido, mas as fotos mostram que era somente alguns lençóis que eram jogados para o outro lado, enquanto a médium, muito sólida (e viva), estava por trás das barras.

A Cruzeiro não poderia ter tido melhor furo de reportagem quando em 1970, Otília Diogo foi finalmente pega no ato do crime. Ela queria fazer plástica para remover suas rugas, e como pagamento pela cirurgia, se ofereceu para conduzir uma reunião espírita de materialização na casa do médico, um crente no espiritismo. Mas o médico não era tão ingênuo assim, e ficou com suspeitas sobre uma maleta que sempre estava com Otília. Quando ele e sua família tentaram abri-la enquanto Otília dormia, encontraram todo o “ectoplasma”, isso é, todas as vestimentas e véus materiais que utilizava para interpretar diferentes espíritos.

Suas ferramentas incluíam até perfumes para “reforçar a presença do espírito.” Assim como Xavier, de acordo com Vieira.

Finalmente exposta a fraude, o que Otília poderia dizer? “Perdi minha mediunidade em 1965, mas pensei que poderia manter a encenação das materializações. Não queria que alguém percebesse.”

E as pessoas acreditaram nisso. Grande parte dos espiritistas do Brasil, quando informados sobre o envolvimento de Chico Xavier no caso de Otília Diogo, acreditou piamente que embora ela fosse definitivamente uma farsante, somente começou a difamar pouco tempo após Xavier ter autenticado e testemunhado os fenômenos. Esse é um exemplo clássico de dissonância cognitiva.

Mesmo que as fotos tiradas durante aquelas reuniões espíritas de 1964 claramente mostrarem uma pessoa utilizando véus, obviamente uma evidência falsa, muitos ainda acreditam que o ectoplasma funciona de maneiras misteriosas – incluindo se parecer exatamente como um véu comum. Nós, os céticos, ainda argumentamos com os crentes que defendem veementemente esse caso com argumentos elaborados – sendo que todos foram refutados – mas a primeira e óbvia impressão das fotos tiradas é um tanto certeira. São exemplos simples e ridículos de falsificações.


Pessoas espertas acreditam em coisas estranhas

Waldo Vieira também era testemunha dessas reuniões espíritas, revelando que desde o início já tinha suspeitas sobre Otília. Mas também afirma que Otília era uma psíquica autêntica, assim como Xavier. Embora fosse uma falsária às vezes, ela também tinha poderes paranormais extraordinários. A dissonância cognitiva é completa.

Mesmo se alguém aceitar que esses médiuns eram falsários, o crente irá se auto-convencer que parte do fenômeno falsificado é autêntica. Parafraseando uma questão filosófica antiga e peculiar, se um falsário não for pego em seu ato fraudulento no meio da floresta, ele cometeu a fraude? Para os crentes, a resposta é clara. Os argumentos mais elaborados e impensáveis são apresentados como argumento para aquelas fraudes ridículas que podem ter sido consideradas como autênticas.

Voltando no tempo novamente podemos encontrar exemplos de falsários. E a história de Otília Diogo, tão famosa no espiritismo brasileiro, é quase idêntica à história das materializações de Florence Cook feitas por Katie King, as quais ocorreram quase um século antes no auge do espiritualismo vitoriano. Os crentes irão argumentar que ela somente começou a fraudar provas após ser examinada por William Crookes. Bill Meier, o suíço que diz ter contatos com alienígenas pode ter falsificado algumas fotos, mas deve ter começado a fazer isso após ter tido alguns contatos autênticos com alienígenas provindos das Plêiades.

Certamente há muitas outras histórias sobre Chico Xavier, pois não entramos em detalhes na sua principal afirmação paranormal dos 400 livros “psicografados”. Essa é outra oportunidade de desmascará-lo.

Porém, como foi uma personalidade tão famosa por seus preceitos morais e mensagens espirituais publicadas em centenas de livros, terminaremos com um pequeno fragmento particularmente interessante: “A verdade que machuca é pior que a mentira que conforta… Aqueles que conseguem compreendê-la irão entender.”

Tá dááá!! Por hoje é só, amiguinho!

Referencias

[1] O número total de ateístas e cidadãos não religiosos no Brasil é provavelmente comparável ou até maior que o número de espíritas, porém o IBGE se recusa a quantificar o número de ateístas no censo.

[2] Muitos brasileiros das classes sociais mais altas, incluindo a elite do entretenimento, são espíritas. Considerando-se mais requintados que o catolicismo tradicional.

[3] o trabalho de Visoni está disponível gratuitamente em português em http://obraspsicografadas.haan.com/

Mais informação

Download da Revista Cruzeiro de 1964, aqui

Maiores informações, aqui