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O que é a Lâmina de Ocam?

A Lâmina de Ocam é uma das ferramentas mais poderosas para eliminar hipóteses, sugestões, resultados ou conclusões supérfluas sobre um determinado assunto. Muitos pseudocientistas e crentes na paranormalidade açoitam a Lâmina por ser algo muito rígido, porém outros alegam que tem falhas, sendo, portanto, maleável demais. Nesse blog mesmo já tivemos comentários críticos em relação à Lâmina de Ocam (direta ou indiretamente), porém todas atacaram o indivíduo em si, não seu argumento (uma falácia denominada “distração”), levando a infundamentações que chegam à comicidade. O texto pode parecer um pouco longo, mas vai dar uma visão levemente aprofundada de sua utilização, e com certeza você entenderá como sua utilização pode facilitar a sua vida numa discussão. Portanto, aprenda a afiá-la… E se lembre: mente sempre aberta.


Do Errado ao Certo

Imagine que notamos algo muito estranho no céu. Move-se bizarramente em ângulos retos e não emite sons. Nunca vimos nada igual, com certeza é uma nave extraterrestre, certo?

Você acorda à noite, paralisado de medo, pois há algo muito estranho bem próximo de você. É aparentemente transparente e flutua serenamente na minha frente. Com certeza é um fantasma, certo?

Ou então a sua tia, muito doente, fica acamada por dias. Chega um homeopata e faz uma “receita” a ela. Em poucos dias ela se sente bem, senta na cama, come e em poucas semanas já anda pela casa. Com certeza é o efeito do homeopático ou, se não, é um milagre de Deus, não?

É bem posível que uma nave alienígena ou um fantasma ou Deus possam explicar esses eventos, respectivamente. Quem não iria gostar dessas afirmações? Dada a nossa obsessão cultural por esses fenômenos, não seria difícil imaginar imediatamente essas possibilidades excitantes. Porém os bons céticos sabem que as explicações não são necessariamente válidas só porque sua natureza atrativa e mais evidente nos vêm à mente mais facilmente. Mas há uma ferramenta no repertório cético que nos permite avaliar esses eventos de uma maneira propriamente científica e com uma perspectiva racional. A Lâmina de Ocam é uma regra poderosa que dá conta disso.

A Lâmina de Ocam não é um exemplo de uma tecnologia recém-lançada nas últimas décadas. É uma regra de bolso heurística utilizada como guia para as fases iniciais da criação e seleção de uma teoria. Também conhecida como “princípio da parsimônia” ou “da economia”, ela nos obriga a escolher hipóteses que fazem as afirmações mais simples. Deve-se ter em mente que não é uma lei ou um princípio científico, sendo útil na decisão de quais idéias devemos investigar primeiro, cortando conceitos e teorias que sejam supérfluas, as quais introduzem complicações desnecessárias ao estudo em si.

A Lâmina de Ocan (ou Ockham) é um princípio atribuído ao lógico franciscano do século XIV, frei William de Ockham (1285-1349), sendo um dos filófosos mais influentes de seu século. Seus ensinamentos estavam entre os primeiros a quebrar com as filosofias medievais que o precederam, incluindo aquelas do Realismo Aristotélico de São Tomás de Aquino. William era contra a prática, comum da época, de descrever a natureza se utilizando de abstrações que não eram testáveis ou que eram consideradas como fisicamente tão reais como qualquer outra coisa encontrada no mundo. Seu princípio afirmava que

1) “Entidades não devem se multiplicar desnecessariamente”

2) “A pluralidade não deve ser introduzida sem necessidade”.

Algumas vezes isso é citado em sua forma original no latim, dando ares de maior autenticidade:

  • “Pluralitas non est ponenda sine neccesitate”
  • “Frustra fit per plura quod potest fieri per pauciora”
  • “Entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem”

De fato, somente duas dessas versões aparecem em seus trabalhos (preservados), o terceiro foi escrito por um escolástico mais tardiamente. William utilizou-se desses princípios para justificar muitas conclusões, incluindo o argumento de que “a existência de Deus não pode ser deduzida somente através da razão.” Essa não o tornou muito popular ao Papa.


Interpretação Científica

Muitos cientistas têm adotado ou reinventado a Lâmina de Ocam, como Leibniz na sua “identificação das observáveis”, e Isaac Newton em “Não admitimos mais causas para os efeitos naturais além daquelas que são tanto verdadeiras como suficientes para explicar suas aparições.”

A frase mais útil desse princípio aos cientistas é:

Quando você possui duas teorias diferentes que possuem exatamente a mesma previsão, a mais simples é a melhor.

Porém, a Lâmina de Occam não pode ser uma lei exaltada ou um axioma propriamente científico. Existe sempre um número infinito de hipóteses possíveis para explicar um grupo de dados ou observações de um fenômeno. Utilizando-se um exemplo matemático, dois pontos num gráfico podem ser descritos por uma equação para uma linha reta, por equações de linhas de circuitos muito complicados ou por equações para cada tipo de linha entre esses dois extremos. Todas essas equações e seus resultados podem ser exatas para os dados disponíveis. A Lâmina de Ocam recomendaria a relação linear mais simples de linhas retas como o melhor candidato até que evidências adicionais fora dessas linhas exijam uma solução mais complexa.

Inevitavelmente há momentos em que as explicações mais simples para um grupo de observações podem ser falsas. Muitas vezes esse é o argumento utilizado contra a Lâmina de Ocam. Esse argumento falacioso ignora a natureza eurística inerente da Lâmina, a qual nunca afirma determinar a verdade ou a falsidade de uma hipótese. Trata-se de atacar a própria Lâmina em si, não seus argumentos práticos. A Lâmina somente identifica aquelas hipóteses que são logicamente consideradas e avaliadas em primeiro lugar, se não fosse esse caso, poderia ser considerada como lei, o que não é o caso.

Em Física utilizamos a Lâmina de Occam para remover qualquer conceito metafísico. O exemplo canônico está na teoria de Einstein sobre a relatividade especial quando comparada com a teoria de Lorentz, na qual uma régua diminui de tamanho e um relógio corre mais devagar quando em movimento dentro do éter (substância etérea que muitos acreditavam, na época pré-teoria da relatividade, ser o meio pelo qual a luz e o tempo se movimentavam). As equações de Einstein para transformar o espaço-tempo são as mesmas das equações de Lorentz para tranformar as réguas e os relógios, porém Einstein e Poincaré reconheceram que o éter não poderia ser detectado de acordo com as equações de Lorentz e Maxwell. Através da Lâmina de Occam essas equações foram eliminadas.
O princípio também foi utilizado para justificar a incerteza na mecânica quântica. Heinsenberg deduziu seu princípio da incerteza a partir da natureza quântica da luz e do efeito das medidas.

Stephen Hawking escreve em Uma Breve História do Tempo

Podíamos continuar a imaginar que existe um conjunto de leis que determina completamente os acontecimentos para algum ser sobrenatural, capaz de observar o estado presente do Universo sem perturbá-lo. Contudo, modelos do Universo como esse não são de grande interesse para nós, vulgares mortais. Parece melhor empregar o princípio da economia, conhecido por navalha de Ocam, e cortar todas as características da teoria que não podem ser observadas.”

Mas a incerteza e a não existência do éter não podem ser deduzidas a somente partir da Lâmina de Ocam. Ela pode separar duas teorias que fazem a mesma previsão, mas não comanda outras teorias que podem fazer uma previsão diferente. Evidências empíricas também são necessárias, e o próprio Ocam apontou em favor do empirismo, não contra ele.


O jeito mais simples pode ser mais o mais complicado

Ernst Mach defendeu uma versão da Lâmina de Ocam na qual ele denominou de Princípio da Economia, afirmando que “Cientistas devem se utilizar dos meios mais simples para alcançar seus resultados e excluir tudo que não é percebido por seus sentidos.” Admitindo-se sua conclusão lógica, essa filosofia se torna positivista; a crença de que não há diferenças entre algo que existe (porém não é observável) e de algo que realmente não existe de qualquer maneira. Mach influenciou Einstein quando esse último afirmou que o espaço e o tempo não são absolutos, mas que também poderia aplicar o positivismo às moléculas. Mach e seus seguidores afirmavam que as moléculas estavam em estado metafísico, pois eram pequenas demais para serem detectadas diretamente (opa… isso lembra algo envolvido com ultradiluições). E esse foi o sucesso da teoria molecular em explicar as reações químicas e a termodinâmica. É irônico pensar que enquanto aplicamos o Princípio da Economia para eliminar o conceito de éter e seus agregados, Einstein publicou quase que simultaneamente um artigo sobre o movimento Browniano no qual confirmava a realidade das moléculas, entrando em choque com o uso do positivismo. A moral dessa história é que a Lâmina de Ocam não deve ser seguida cegamente. Como Einstein escreveu em suas Notas autobiográficas:

É um exemplo interessante sobre o fato que até mesmo escolásticos de espírito audacioso e fino instinto podem ser obstruídos quando interpretam os fatos através de filosofias pré-concebidas.

A Lâmina de Ocam é muitas vezes citada num tom muito mais forte que Ockham pretendia, gerando às vezes, falácias, como a seguir:

  • “Se você possui duas teorias em que ambas expliquem os fatos observados, então deve se utilizar da mais simples até que mais nenhuma evidência surja.”
  • “A explicação mais simples para alguns fenômenos é algo mais voltado para a precisão que para explicações complicadas.”
  • “Se você possui duas soluções idênticas para um problema escolha a mais simples.”
  • “A explicação que requer a menor quantidade de suposições é aparentemente a correta.”
  • “Mantenha as coisas simples!”

Note agora como os princípios se fortaleceram nessas formas, as quais deveriam ser melhor denominadas de Leis da Parsimônia, ou Regras da Simplicidade. Para começar utilizamos a Lâmina de Ocam para separar duas teorias que poderia prever os mesmos resultados para todos os experimentos. Agora tentaremos escolher entre teorias que fazem previsões diferentes. Não é isso que Ockham pretendia. Mas, então, não deveríamos testas essas previsões? Obviamente devemos, mas suponha que estamos num estágio inicial e não estamos ainda prontos para fazer os experimentos. Estamos procurando por pistas para desenvolver a teoria.

Esse princípio retoma aos tempos de Aristóteles, o qual escreveu que a “A natureza opera pelo modo mais curto possível.” Aristóteles foi muito longe em acreditar que o experimento e a observação eram desnecessários. O princípio da simplicidade trabalha como regra heurística, mas algumas pessoas o citam como se fosse um axioma da Física, a qual não o é. Pode funcionar muito bem na filosofia ou na física de partículas, mas pouco na cosmologia ou psicologia, onde as coisas comumente se tornam mais complicadas que o esperado. Talvez uma citação de Shakespeare poderia ser mais apropriada que a Lâmina de Ocam em si: “Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, que os sonhos de tua filosofia.”


1 + 1 = 2…

A simplicidade é subjetiva, e o universo nem sempre possui as mesmas idéias de simplicidade que temos. Teoristas de sucesso falam muitas vezes de simetria e beleza, assim como de simplicidade. Em 1939, Paul Dirac escreveu “O trabalho do pesquisador, em seu esforço em expressar as leis fundamentais da Natureza em formas matemáticas, deve se esforçar principalmente para a beleza matemática. Muitas vezes ocorre que os requerimentos da simplicidade e da beleza são os mesmos, mas quando se encontram, a última deve ser prevalente.”

A Lei da Parsimônia não é uma substituta da percepção, da lógica e do método científico. Nunca deve ser apoiada para defender uma conclusão. Somente a consistência lógica e as evidências empíricas são absolutas. Dirac teve grande sucesso em seu método, construindo equações dos campos relativísticos para o elétron, utilizando-se delas para também prever o pósitron. Mas não sugeriu que a Física devesse ser baseada somente na beleza da matemática. Ele apreciava grandemente a necessidade da verificação experimental.

Outro mau, irritante e distorcido uso da Lâmina de Ocam é muito utilizado pelos defensores da homeopatia para apoiar suas idéias pseudo-científicas sobre sua “teoria”. Muitos se apóiam (mesmo sem ter consciência) na Lâmina de Ocam no argumento de que “a diluição homeopátia mantém a energia vital do composto original” ou “que os mecanismos são tão simples que nenhum equipamento moderno pode captá-lo” ou mesmo a “homeopatia não possui efeitos colaterais”. O fato de um homeopático ter um efeito que se compara, no máximo, a um placebo já descarta todas essas afirmações. Se já temos o princípio empírico de que a homeopatia não tem qualquer efeito fisiológico (ou energético, nos chakras, espiritual, etc – entenda como quiser), não temos motivos para tentar explicar seus mecanismos, posologias ou tratados. É como tentar  (forçadamente) explicar o funcionamento da Teoria dos Humores de Platão ou justificar a “dieta do tipo sanguíneo” mesmo sabendo que não tem efeito algum (e espero que você também concorde) . É a Lâmina de Ocam reduzindo e focando o argumento à sua explicação mais simples e racional.

E a palavra final é de origem desconhecida, embora seja muitas vezes atribuída a Einstein:

“Faça as coisas do jeito mais simples possível, mas não do jeito mais ingênuo.”

O vigor dessa citação mascara o fato de que ninguém sabe se Einstein realmente o disse (essa versão vem da revista Reader`s Digest de 1977). Pode também ter sido um esboço das últimas páginas do seu livro “O Significado da Relatividade”, no qual escreve sua teoria do campo unificado: “Em minha opinião, a teoria aqui é logicamente a mais simples em todo o campo da relatividade. Mas não significa que a Natureza não possa obedecer uma teoria mais complexa. Teorias mais complexas foram frequentemente propostas (…). A meu ver, esses sistemas mais complicados, e suas combinações, devem ser considerados somente se existir razões físico-empíricas para tal.”


Lembre-se

Lâmina de Ocam: mantenha-a sempre afiada

A Lâmina de Occam é um princípio. Isso é, não nos diz qual explicação mais simples é a verdadeira (ou se há uma).

Porém tem de ser utilizadas nos campos metodológicos. Somos aconselhados a adotar teorias que são minimamente eficientes, na medida em que podem fazer o mesmo com menos. Note que não há nenhuma razão aparente para que façamos de uma maneira determinada (pré ou não): um caminho direto para um destino não é nem melhor nem pior que uma distração para sua escolha, a não ser que incluamos um critério específico desejado para chegar àquele destino pela rota mais direta.

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Como argumentar na Internet

 Fonte: Blog Measure of Doubt

Autora: Julia Galef

Tradução: Jonathan Batista (John)

Tradução: Você não está vindo para a cama? / Eu não posso. Isso é importante. / O quê? / Alguém está errado na internet!

É muito difícil arranjar alguém para ouvir seus argumentos em um debate, dada a forma como as pessoas naturalmente são apegadas às suas ideias e formas de pensar. Mas isso torna-se muito mais difícil quando você dispara o lado emocional da pessoa fazendo ela sentir que você está atacando-a. Assim a pessoa coloca-se automaticamente no modo “me defendendo” (ou pior, no modo “ataque sarcástico”) ao invés do modo “ouvir razoavelmente”.

Infelizmente, debates online são cheios de armadilhas emocionais, em parte porque o tom nem sempre é fácil de ser detectado quando a palavra está escrita e assim mesmo comentários neutros podem soar como arrogantes ou presunçosos. Também porque não ter que dizer algo cara-a-cara parece trazer a criança imatura de dentro de adultos crescidos.

Mas no lado positivo temos que debates online tem a vantagem que você tem tempo para pensar na resposta antes de comentar ou enviar o e-mail. Abaixo, eu mostro meu processo de revisão dos meus textos para reduzir o risco de fazer alguém se sentir raiva ou defensiva e assim aumentar as chances de que o que eu disse seja realmente considerado.

Rascunho 1. (Meu primeiro impulso é dizer): “Você é um idiota, você está ignorando que…”

Dã. Devo me livrar do insulto.

Rascunho 2. “Você está ignorando…”

Eu deveria deixar claro que eu estou atacando a ideia, não a pessoa.

Rascunho 3. “Seu argumento está ignorando…”

Isso ainda pode ser impessoalizado. Usando a palavra ‘seu’ eu estou encorajando a pessoa a identificar o argumento com si mesma, o que pode desencadear uma reação defensiva quando eu ataco o argumento. Isso é exatamente o oposto do que eu quero fazer.

Rascunho 4. “Esse argumento esta ignorando…”

Quase perfeito. A única melhoria que pode ser feita essa na palavra ‘ignorando’, que pode implicar num desrespeito intencional e soa como uma acusação. Em vez disso é melhor utilizar algo neutro:

Rascunho 5. “Esse argumento não está levando em conta que…”
Pronto. Claro, ainda existem chances de que eu ainda não convença ninguém, porém pelo menos eu dei a melhor chance possível; eu fiz a minha parte para ajudar a manter a internet civilizada. Ou pelo menos um pouquinho menos selvagem!

Comentário do tradutor: Acho que esse tipo de reflexão deve sempre estar ativa para um racionalista (e para as pessoas em geral), pois não importa se nós estamos certos ou não, se a forma como expressamos esse conhecimento é falha. Muitas vezes vemos que acabamos por nos expressar de forma arrogante, já duvidando do outro ou ainda não respeitando o direito dele de pensar diferente. Vale a pena parar para pensar nesse ponto de vista.

Testes de QI medem a motivação, não somente a inteligência

Testes de inteligência são mais uma medida da motivação na medida que são feitas para a habilidades mentais, diz pesquisa dos EUA.

Pesquisadores da Pensilvânia mostraram que altas pontuações no QI requer tanto alta inteligência como alta motivação, porém baixas pontuações no QI podem ser o resultado da carência de ambos fatores.

Incentivos dados aos participantes aumentaram as pontuações do QI por uma margem considerável.

O estudo foi publicado na revista PNAS primeiramente analisou estudos anteriores de como os incentivos materiais afetam o desempenho de mais de 2000 pessoas em testes de inteligência.

Os pesquisadores a Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, mostraram que os incentivos aumentam todas as pontuações do QI, exceto para aqueles indivíduos com baixas pontuações basais do QI.

Então os pesquisadores testaram como a motivação influenciava os resultados dos testes de QI, e também em predições de inteligência e desempenho mais tarde na vida.

Utilizando-se de dados de um estudo de longo prazo de 250 rapazes, desde a adolescência até o início da vida adulta, os cientistas puderam concluir que alguns indivíduos se esforçam mais que outros em condições onde os incentivos são menos significativos.

Logo, o estudo diz, “basear-se nas pontuações do QI como medidas de inteligência pode causar uma superestimação da validade preditiva da inteligência.”

Ter uma alta pontuação num teste de QI necessita ter tanto uma alta inteligência como tendências competitivas para motivar o aplicante para desempenhar o melhor de suas habilidades.

Dr. James Thompson, professor honorário sênior em psicologia da University College de Londres, diz que sempre se soube que os testes de QI são uma combinação da habilidade inata e outras variáveis.

“A vida é um teste de QI e um teste de personalidade, e o resultado do QI contém elementos de ambos (mas principalmente inteligência).

“Se o teste de QI não motivar alguém, então se torna um bom preditor em si.”

NT: Agora pensem naqueles super inteligentes (síndrome de Savage ou o Sheldon do seriado Big Bang Theory) que possuem dificuldade de se comunicar na sociedade ordinária. Podem ter alto QI, mas seu comportamente frente à sociedade é inadequado.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/news/health-13156817