Entrevista na Superinteressante sobre Alexander Moreira e o NUPES

A pseudociência espírita. Buuuuuuu...

Pouco menos de um ano atrás concedi uma entrevista por email para Pablo Nogueira, repórter da revista Superinteressante, a respeito do post que escrevi sobre Alexander Moreira Almeida e o NUPES. A reportagem foi publicada na edição deste mês (outubro 2011). Ainda não tive a oportunidade de ler mas dada a natureza da publicação (a Superinteressante é famosa pelo sensacionalismo, distorção e incompreensão científica) não tenho boas expectativas. A chamada na capa só reforça minhas suspeitas:

Ciência espírita

Eles são cientistas. E eles acreditam em espíritos e reencarnação. Agora, estão usando o laboratório para tentar provar que isso existe.

Abaixo está a entrevista na íntegra. Deixo ao leitor julgar se o que foi publicado condiz ou não com o que eu escrevi. Quando tiver lido a matéria publico a minha opinião.

Qual é a sua formação e o que você está fazendo no canadá?

Comecei estudando psicologia na PUC-RS e foi aí que tive meu primeiro contato direto com pseudociência e com a enrolação pós-moderna e o pensamento anticientífico que assombram as coitadas das ciências humanas no Brasil. Talvez você possa dizer que algo assim já era de se esperar de uma “universidade católica,” mas essa é uma conclusão que não vem tão fácil à um adolescente de 17 anos! A psicologia científica era praticamente ignorada ou mal-compreendida e a ênfase era em psicoterapia, que por si só é a área mais questionável da psicologia. Como eu tinha uma dificuldade muito grande em compreender coisas como a “intersubjetividade do eu,” a “posição esquizo-paranóide” etc, resolvi, pro alívio dos professores, que deveria procurar um curso mais adequado às minhas capacidades. Me mudei pra Grã-Bretanha onde fui aceito na University of Edinburgh e me formei em matemática. Atualmente estou fazendo mestrado em psicobiologia na USP-RP. Minha linha de pesquisa é em neurociência computacional. Vim fazer parte do mestrado aqui no Canadá, no laboratório de Aprendizado por Reforço e Inteligência Artificial da University of Alberta, através de um programa chamado Emerging Leaders in the Americas.

O que é a sociedade racionalista usp? Como você se envolveu com ela?

A Sociedade Racionalista USP é um grupo formado por estudantes céticos, ateus e agnósticos que organiza eventos e atividades com o objetivo de divulgar a ciência e o pensamento crítico no campus e fora dele. Ela segue o modelo das sociedades estudantis muito comuns nas universidades da Grã-Bretanha e da América do Norte mas que, até onde eu saiba, infelizmente são quase inexistentes no Brasil. Tive a ideia de começar uma depois de ver que as únicas organizações estudantis do gênero na USP eram grupos de oração!

Como você tomou conhecimento do trabalho do Alexander Moreira?

Recebi um email sobre uma palestra do Alexander promovida pelo programa de pós-graduação em saúde na comunidade da USP-RP. O título era “a contribuição das pesquisas sobre experiências espirituais para o aprimoramento do diagnóstico psiquiátrico e da relação mente-cérebro” e isso fez soar todos os meus alarmes anti-pseudociência. Experiências espirituais? Aprimoramento da relação mente-cérebro? Fui procurar mais informações no website do NUPES e minhas suspeitas se confirmaram.

Por que resolveu escrever um post sobre o trabalho dele?

Eu acho que desbancar estudos pseudocientíficos além de ser um exercício divertido de lógica e metodologia científica é também uma ótima oportunidade para divulgar essas ferramentas mentais para o público em geral. Um programa de TV sobre as diferenças entre os testes de hipóteses estatísticos paramétricos e não-paramétricos certamente teria uma audiência muito limitada mas quando essas coisas são mencionadas no meio de uma crítica à homeopatia ou espiritismo as pessoas tendem a prestar mais atenção. Eu também acho que pseudociência não deveria ser promovida ou financiada por instituições públicas como hospitais e universidades.

No texto do blog você tece, brevemente críticas a dois artigos de Alexander. Peço a você que, nesta pergunta apresente suas críticas a cada artigo, com o máximo de fundamentação possível.

A primeira publicação que citei, “o diagnóstico diferencial entre experiências espirituais e transtornos mentais de conteúdo religioso”, que parece ser um tema popular do Alexander, se propõe a estabelecer critérios para distinguir um transtorno mental de ditas “experiências espirituais.” Para isso, os autores dispensam com experimentos e laboriosas análises estatísticas e oferecem, ao invés, uma lista de nove critérios extraídos, sem nenhuma quantificação aparente, de uma literatura que eles julgaram adequada. Ora, tenho certeza de que qualquer pessoa procurando na literatura que ela quiser vai achar comprovação pro que ela quiser. Essa é mais uma falácia comum entre os pseudocientistas; se chama “viés ou tendência para a confirmação” e consiste em notar apenas aquilo que confirma sua crença e ignorar o que a contradiz. E de fato a maioria das 59 referências desse estudo são sobre espiritualidade, transcendência, parapsicologia, experiências de quase-morte e coisas do gênero. Os tais nove critérios variam entre o óbvio — “ausência de sofrimento psicológico” — o contraditório — “existe uma atitude crítica sobre a realidade,” é difícil entender como que uma pessoa que acha que está sendo possuída pelo demônio consegue ter uma atitude crítica sobre a realidade — e o completamente vago — “a experiência é controlada” e “gera crescimento pessoal.”

A segunda, “recognition and treatment of psychotic symptoms: spiritists compared to mental health professionals in Puerto Rico and Brazil,” chega a conclusão notável de que as técnicas dos médiuns e curandeiros espíritas são tão ou mais eficazes no tratamento da esquizofrenia que as da psiquiatria baseada em evidências. Certamente ele usou um design experimental duplo ou pelo menos único-cego, atribuiu os tratamentos espíritas e científicos aleatoriamente entre os sujeitos, acompanhou o desenvolvimento clínico deles por um bom tempo após as intervenções e avaliou estatisticamente os resultados, certo? Nada disso! Novamente eles escolheram os médiuns que gostaram mais, entrevistaram alguns “pacientes” desses médiuns, e compararam os resultados (sabe-se lá como pois eles não explicam) com estudos de casos “parecidos” discutidos em conferências sobre espiritismo! Ou seja, o tal estudo foi desenhado pra chegar à conclusão que chegou.

Esses são dois exemplos do que passa por “ciência” nesses círculos de pesquisas em espiritualidade. A impressão que fica é que esses pseudoestudos são simplesmente uma cobertura pra eles conseguirem empurrar uma agenda espírita no universo médico e acadêmico. O que me surpreende é como que a FAPEMG e a UFJF não perceberam isso e estão gastando os escassos recursos públicos destinados a ciência financiando esse tipo de coisa.

Contei uma dezena de pessoas se manifestando no blog sobre este post. Como você avalia o debate?

Alguns membros do NUPES se manifestaram mas não consegui achar respostas às críticas do post; uns se referiram a outros supostos estudos por pesquisadores estrangeiros, como se pseudociência fosse um privilégio brasileiro; outros preferiram o ataque pessoal ou citar a bíblia. A Letícia Alminhana, psicóloga pela PUC-RS, mestre em teologia e atual doutoranda do NUPES, deu a entender que eles estudam somente o lado humano das crenças no sobrenatural, o que sem dúvida é uma grande idéia (Daniel Dennet escreveu um ótimo livro sobre como fazer isso – “quebrando o encanto: a religião como fenômeno natural”) se for feito cientificamente. O problema todo é que os estudos do NUPES não passam no crivo de nenhum cientista que se preze, apesar deles insistirem no contrário. É importante lembrar disso: pseudociência só tem a aparência superficial de ciência!

Uma das críticas apresentadas neste debate é a de que você estaria tecendo críticas baseando-se apenas num conhecimento superficial tanto do trabalho de Alexander quanto do desta área de investigação (um exemplo que me ocorre é que você cita o programa da Usp como extinto, quando ele está ativo). E realmente sei que a pesquisa dele é bem mais vasta. Você não está sendo precipitado em chamáar o grupo dele de “centro espírita” disfarçado de “grupo de pesquisa”?

Essa é uma tática de “desvio de atenção” comum na religião: cada vez que alguém critica um ponto particular geralmente os crentes tentam desviar a atenção ressaltando outras partes dessa religião que pouco ou nada tem a ver com a primeira e que o crítico (ainda) não mencionou. O fato desse outro grupo do Alexander possivelmente ainda existir, contrário ao que eu disse, não tem nada que ver com as críticas dos trabalhos que eu comentei e sim com eles conseguirem se esconder bem do google!

E sem dúvida existem outros trabalhos do Alexander ou desse mesmo tipo, de fato existem milhares. É possível que algum deles contenha algo válido cientificamente, mas é difícil ter tal esperança uma vez que a credibilidade do pesquisador ou da área é destruída por absurdos comumente encontrados. No caso particular do Alexander existem vários absurdos que fazem com que ele perca credibilidade: as críticas que eu citei no meu post e as do Paulo Bandarra e do José Colucci Jr no Observatório da Imprensa; o enorme conflito de interesses no fato dele ter vários vínculos (entre eles ser parte do conselho deliberativo) de um hospital espírita (hospitais espíritas especializam-se exclusivamente em charlatanismo e nenhum cientista sério ia querer ter qualquer vínculo com eles); a incrível credulidade e o desconhecimento (ou conveniente omissão) que ele mostra ao sugerir que existem evidências convincentes de mediunidade, reencarnação e experiências fora do corpo (não há nenhuma, de fato James Randi oferece, desde 1964, um milhão de dólares pra quem conseguir mostrar evidências do paranormal ou sobrenatural mas até hoje ninguém conseguiu nem passar do teste preliminar); suas supostas “fontes científicas” são na verdade um apanhado da literatura pseudocientifica (não falta Freud, Jung e, claro, a grande figura inspiradora do seu trabalho e o pai do espiritismo Allan Kardec).

A revista de psiquiatria da Usp é talvez a mais importante publicação do gênero na América Latina. Se o artigo foi publicado lá, é porque foi considerado como sendo expressão de boa pesquisa pelos pareceristas da revista, que, supõe-se, não tem fé religiosa. O fato de Alexander estar publicando seus trabalho em revistas indexadas de boa qualidade não é por si só um indício da qualidade da pesquisa dele? E de que ele não está abordando o tema sob nenhum prisma religioso?

O fato da revista de psiquiatria clínica da USP decidir publicar a maioria dos estudos do Alexander não é surpresa nenhuma; o orientador do doutorado dele, colega de coordenação desse outro grupo NEPER de espiritualidade na USP e coautor de pelo menos uma dezena de suas publicações, Francisco Lotufo Neto, faz parte da comissão editorial. Pior ainda, o próprio Alexander alega no seu currículo ser parte do corpo editorial desde 2005 (embora seu nome não apareça no site da revista, o que é meio estranho).

Isso só mostra que mesmo a suposta mais importante publicação do gênero na América Latina ainda tem muito o que aprender com as suas semelhantes na Europa e América do Norte. No entanto, mesmo as melhores publicações deixam passar estudos de qualidade duvidosa as vezes e cabe a comunidade científica (e isso inclui os blogs de ciência) expor essas falhas e aos autores desses estudos, se eles forem realmente honestos e interessados na busca da verdade, se retratar. Aliás é esse processo de crítica cética que garante que a ciência esteja em constante aperfeiçoamento, e que a distingue da religião por exemplo.

Sobre André Luzardo

Holds a BSc in Mathematics from the University of Edinburgh. PhD researcher in Computer Science at City University London. Interested in computational models of Behaviour, Learning and Interval Timing. Skeptic activist. Follow me on Facebook @ndrluzardo. Matemático pela University of Edinburgh. Doutorando em ciências da computação na City University London. Pesquisador nas áreas de percepção temporal, aprendizado e modelagem computacional do comportamento. Ativista cético nas horas vagas. Siga-me no Facebook @ndrluzardo.

Publicado em 10/10/2011, em espiritismo, Pseudociência em universidades e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 14 Comentários.

  1. Ao contrário do que você disse, há sim evidências convincentes de mediunidade, reencarnação e experiências fora do corpo.. O desafio do James Randi não pode ser usado para negar a evidência relativa a tais fenômenos, em 1º lugar porque não é todo tipo de alegação paranormal que o Randi testa, e isso é admitido na cláusula 16 de seu desafio: “A JREF não irá aceitar alegações da existência de deuses ou demônios, anjos, a validade do exorcismo, alegações religiosas, destruição de nuvens, fazer o Sol nascer ou o movimento das estrelas, etc”. Será que os casos de crianças pequenas que alegam vidas passadas estão dentro do grupo de alegações religiosas? Tais crianças, via de regra, não são consideradas psíquicas. Mas diversos casos de crianças que alegam vidas passadas necessitam de uma explicação paranormal. Esses casos já foram publicados em revistas científicas do mainstream, como o Journal of Nervous and Mental Disease. Em um artigo de 1988, os autores dizem explicitamente: “…as crianças possuíam informações sobre as pessoas falecidas que só poderiam ter sido obtidas por meios paranormais”.(Fonte: Three New Cases of the Reincarnation Type in Sri Lanka with Written Records Made before Verification (1988) Journal of Nervous and Mental Disease 176:741. Ian Stevenson & Godwin Samararatne)

    Assim, ainda que ninguém passe no Desafio de Randi, isso não pode ser usado para negar a existência de fenômenos paranormais.

    Outro fator a ser levado em conta é que o nível de prova exigido pela ciência para considerar que um determinado resultado é pró-paranormal costuma ser bem menor do que é o do desafio do Randi, porque se dispõe de mais tempo e recursos para realizar testes que assegurem significância estatística, enquanto que no teste de Randi são feitos 2 testes, um preliminar e o decisivo, em um tempo muito mais curto e mais limitado de recursos. Por isso o nível de teste de Randi exige que o psíquico tenha um resultado espetacular, coisa que em testes científicos nunca precisou atingir esse grau. Em outras palavras, o psíquico pode atingir uma marca acima do esperado pelo acaso no teste do Randi, que seja aceitável cientificamente, mas não atingir a marca proposta pelo teste em si.

  2. A Ciência geralmente aceita como estatisticamente significante um resultado com p< 0.05. No teste de Randi o paranormal precisa atingir, digamos, um resultado com p< 0.001. Ora, o paranormal poderia atingir um resultado entre esses dois critérios (digamos, p<0.02), o que seria algo cientificamente interessante e que demandaria maiores estudos, e ainda assim o mágico dizer que o psíquico falhou no teste. De fato, um caso parecido com a situação descrita acima ocorreu com a adolescente Natasha Demkina, estudada por cientistas amigos de Randi, que atingiu um resultado estatisticamente significante, mas não obteve o índice requerido para o teste.[Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Natasha_Demkina%5D

    Um outro exemplo: os testes ganzfeld, voltados para a verificação da existência de telepatia, requerem centenas de sessões para atingir significância estatística, sendo que é recomendável só se realizar uma sessão por dia, e essa única sessão pode durar horas, havendo períodos de massagem para deixar o participante o mais relaxado possível, numa condição considerada ‘condutiva de psi’. Há décadas obtém-se um índice de acerto de 32% contra os 25% que seriam o esperado pelo acaso. [Fonte: Meta-Analysis of Free-Response Studies 1997-2008: Assessing the Noise Reduction Model in Parapsychology.Lance Storm, Patrizio E. Tressoldi, & Lorenzo Di Risio. Psychological Bulletin, 2010, 136, 4, 471–485] Tais testes – que até sua conclusão podem levar meses ou anos – são feitos com pessoas comuns, que não alegam poderes paranormais. Deve-se dizer que mesmo céticos replicaram as evidências de telepatia oriundas dos testes ganzfeld. [Fonte: Delgado-Romero E. A. & Howard G. S. Finding and Correcting Flawed Research Literatures. The Humanistic Psicologists 2005; 33(4): 293-303] Assim, o teste de Randi não pode ser usado para negar a existência de capacidades psi fracas na população mas demonstráveis em laboratório.

  3. Sandro Fontana

    Desculpem-me a intromissão, principalmente a você Vitor, mas tentar argumentar com um cético extremista seria de igual valor a debater com um crente.

    Os argumentos dele são bons, porem limitados aos ignorantes dos processos e dos casos.

    Infelizmente existem mentes grandiosas para somar 1 + 1, porem quando não se tem o dom da mente para compreender algo mais complexo que isso (a matemática ou ciência exata) é facil nomear qualquer coisas com o add “pseudo”.

    Em poucas palavras, serão forças inuteis suas Vitor, pois você tb ja teve experiências com céticos e ja sabe o final…

    Por outro lado até que admiro insignificantemente sua força de vontade para tal.

    Minha critica pessoal fica ao limite cerebral do autor aqui, infelizmente num rumo conificado (se é que posso usar tal termo), porem ainda merece certo respeito, desde que apenas opine e não prejudique as atuais pesquisas do meio, afinal… saber que 1 + 1 = 2 é facil… algo previsivel e matematizavel é facil, dificil é compreender fennômenos com suas variações.

    Mas…. cada um é cada um…

  4. “No texto do blog você tece, brevemente críticas a dois artigos de Alexander. Peço a você que, nesta pergunta apresente suas críticas a cada artigo, com o máximo de fundamentação possível.”

    Neste ponto, onde esperaríamos que André Luzardo mostrasse claramente os erros de Alexander Moreira, o que acabamos encontrando são indícios claros da incapacidade de André em lidar com esses assuntos. Talvez fosse recomendável que ele se aprofundasse um pouco (ou seja, estudasse a fundo) mais em ceticismo, ceticismo organizado, e refutações a investigações científicas sobre assuntos da fronteira da ciência antes de se aventurar a fazer avaliações metodológicas duvidosas e de pouca validade para nós leitores. Ajudaria nisso se ele se afastasse de “cientistas” ou “pensadores” como Paulo Bandarra e José Colucci Jr (o primeiro já me pediu conselhos no passado, mas pelo visto nunca soube incorporá-los devidamente…; e o segundo tentei apresentar a ele ferramentas investigativas importantes, mas sua arrogância imberbe🙂 impediu-o de sequer considerá-las. Fazer o quê?…), por se tratarem de meros crentes disfarçados de racionalistas. E como diz Falcão: Homem é homem, menino é menino, macaco é macaco, e… crente é crente, não importa qual seja a crença.

    Oremos então para que André possa se desgarrar de seus Ídolos de pés de Barro (ou de Bandarro) para que ele possa em futuro próximo nos brindar com críticas metodológicas pelo menos 10% tão boas com as de Ray Hyman em algumas situações (como no caso do debate entre ele e Jessica Utts a respeito da “Evaluation of Program on Anomalous Mental Phenomena” em 1995). Será que até nisso o Brasil vai ter que ficar, como sempre, na rabeira??

    Julio Siqueira
    site: Criticando Kardec.

  5. Marcelo stanczyk

    lamentável haver tanta palavra na entrevista, mas nenhuma passa de alegação e chega ao condão de provar nada. É fácil negar quando não se conhece e sabemos ser um artifício infantil até. meus filhos faziam isso até os 10 anos de idade quando perceberam que para apreender novas informações precisavam experimentar de alguma forma: ainda que lógica mas com argumentos no mínimo factiveis.
    se foi essa a.entrevista que deu origem a matéria da revista superinteressante agora se sabe porque foi tão mal preparada.

  6. a primeira resposta do autor, inclusive, mostra indícios de um narcisismo desmensurado, do tipo “quasi” patológico. Parabéns para nosso capitão américa tupiniquim. Desculpe, sei que é deselegante ataque do tipo “pessoal” – mas é coisa está muito evidente.

    Fora isso, os outros comentários dizem tudo. Lamentável.

  7. erro de digitação – o certo acima é: “…a coisa está muito evidente”

  8. querido André Luzardo,
    sou estudante de medicina e espírita (oh).. estudando assuntos de psiquiatria resolvi vagar pela internet e pesquisar o que haveria por aí a respeito da diferenciação entre transtornos mentais e mediunidade, temas facilmente confundíveis em meios tanto acadêmicos quanto religiosos, cada um puxando pro seu lado rs e qual n foi minha surpresa quando descobri que existiam grupos de pesquisa e, mais, com tantos trabalhos publicados com títulos que concretizam os mais sublimes sonhos espíritas..
    Não só porque sou acostumada a lidar com metodologia científica e toda essa coisa em volta, mas também porque o fundador da doutrina espírita, aquele Allan Kardec que vc criticou lá em cima, deixou bem claro q n devíamos acreditar em nada sem uma ampla (e crítica) análise antes – isso deve parecer contraditório pra vc, revelo que também notei, só por passar o olho pelos trabalhos, diversas incoerências também…mas n foi isso que vim te dizer aqui.
    bom, perceber essas coisas só me deixam triste, pois distanciam da credibilidade uma doutrina tão interessante, pela vontade de uns quererem comprovar cientificamente na marra algo certamente delicado, que deveria passar pelo mais rigoroso método. Mas isso de maneira nenhuma abala minhas crenças, pois eu não preciso de comprovação para elas..você pode chamar isso de cegueira ou fanatismo, mas o nome que eu dou é FÉ, coisa que você tem e muita!!!! Pois em qual artigo científico publicado pela mais criteriosa revista está comprovado que Deus (ou espíritos, anjos e cia) não exite? e ainda assim, vocês creem nisso vermentemente..com base em quê? no fato de Deus não sair por aí gritando e acenando??
    desculpe, a finalidade do comentário não é esta. em suma, o fato de a ciência n conseguir comprovar uma série de coisas n invalida que elas ocorram ou existam. a gente já se embanana com as coisas concretas, físicas e visíveis! n tenho a esperança, nem a pressa, de comprovar minha crença facilmente hehe
    e que saber? é bom que seja assim, torna Deus mais grandioso do que uma série de números e fenômenos quantificáveis =)
    um abraço.

  9. Uai? Não pode ter aqui nenhum comentário favorável ao senhor Luzardo? Ele é tão genial, onde estão as pessoas elogiando e enaltecendo ele? Ou ele só permite comentários de críticos?

  10. Marcos Arduin

    Ei, Júnior, se você sente falta de um comentário favorável ao Sr Luzardo, então faça-o você mesmo. Por que depender dos outros?

    Quanto a esse lance de psiquiatria/psicologia, saiu este mês (12/2011) na Folha um artigo no Editorial onde foi lembrado o caso de um jornalista em que ele e alguns colegas apresentaram-se aos hospitais psiquiátricos dizendo estar ouvindo vozes. Pois bem, foram internados, medicados e receberam alta num período que variou entre 15 e 40 dias. O interessante é que alguns pacientes logo notaram algo de errado e comentaram com eles:
    _ Ou você é jornalista ou cientista, mas louco não é não!
    PACIENTES perceberam isso, mas os MÉDICOS E ENFERMEIROS não!
    Esse mesmo jornalista anunciou pouco depois que testaria os psiquiatras para saber se eles realmente saberiam distinguir entre num normal farsante e um pirado real, ao que arrogantemente o presidente da associação de psiquiatras local disse que eles nunca cairiam num golpe desses. O jornalista blefou: nenhum farsante se apresentou aos hospitais psiquiátricos, mas mesmo assim, os médicos rejeitaram como farsantes entre 30 e 50% dos que lá se apresentaram.

    Bem, parece que nem os profissionais da área se acham bem por aqui… Ah! Também tem o caso de uma paciente lá do Juqueri, que ficou com sequelas dos medicamentos barra-pesada que recebeu, mas quando se implantou essa política de “desinternação”, só aí que foram saber a história dela: não tinha NADA de louca, apenas tinha sido deixada lá quando menina por duas freiras que não queriam cuidar dela.

    Que os médicos de tantã e os leigos tirem disso o que melhor lhes aprouver.

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